09/10/07
7ª. Corrida da Graciosa bate recorde de participação e de prova
Aconteceu neste domingo (07 de outubro), na Estrada da Graciosa, em Morretes, a 7ª Corrida da Serra da Graciosa, que bateu o recorde de participantes com 700 inscritos e também houve a quebra de recorde da prova pelo atleta Marcelo H. Rocha, que marcou 1h15m10s.
Esta corrida, conhecida pelo seu alto grau de dificuldade, totaliza 20 km de percurso, sendo 14 km de subida ininterrupta iniciada com altimetria de 8 metros acima do nível do mar e chegando a 980 metros na marca do quilômetro 15. No trajeto, a exuberância da mata que cerca a serra é convidativa e faz com que os atletas venham de vários estados.
Tudo começou quando um corredor, para comemorar 50 anos de idade, resolveu reunir 50 amigos para subir a Serra da Graciosa. Isso foi em 2000. Entre esses amigos, estava o professor Tadeu Natálio, da Associação Pro Correr de Incentivo ao Esporte. 
Naquele dia, ele percebeu a possibilidade de criar a Corrida da Serra da Graciosa. A primeira aconteceu no ano seguinte, em 2001, com duzentos atletas e, agora, chegando à sua 7.ª edição, a Corrida da Serra da Graciosa bate recorde de participantes com quase 700 concorrentes.
Esta edição contou com a participação de representantes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Brasília, Mato Grosso do Sul e Paraná.
A Prefeitura de Morretes, através da Secretaria de Cultura e Esportes apoiou o evento disponibilizando ambulância, ônibus para transporte dos atletas e na distribuição de frutas e água aos corredores.
O resultado oficial da Corrida está na no endereço www.procorrer.org.br/pag2.php?id=154.
ESTRADA DA GRACIOSA - PR 410
A histórica Estrada da Graciosa - PR-410 atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do país e é amplamente utilizada por usuários que desfrutam das estruturas de lazer localizadas em seis recantos distribuídos ao longo de seu trajeto. Os trechos do antigo Caminho Colonial também são acessados pela Estrada da Graciosa e formam um cenário único com a sinuosa rodovia, a flora e a fauna típica da Serra do Mar.
A Graciosa recebeu ao longo dos tempos três pré-denominações, ou seja: Trilha da Graciosa, Caminho da Graciosa, e Estrada da Graciosa. A estrada foi construída, a partir de 1854, ano da emancipação da Província do Paraná, com uma extensão de 28,5 Km, utilizando os antigos traçados tanto da trilha quanto do caminho, levou 20 anos para ser construída, e em 1973 foi oficialmente inaugurada.
Até a metade do século XX a Estrada da Graciosa era a única estrada pavimentada em todo o território do Estado do Paraná. A economia paranaense dependeu por um longo tempo desta estrada. Nela que passavam os caminhões carregados de madeira, mate (um dos principais produtos de exportação, que saía dos Campos Gerais e Guarapuava), e café passando por Curitiba e seguiam pela Graciosa em direção ao Porto de Paranaguá e Antonina, até a década de 1960, transportando parte das riquezas produzidas e beneficiadas serra acima.
Hoje, ainda são presentes os remanescentes históricos da trilha e do caminho, principalmente do último. São trechos de calçamento encontrados, em alguns pontos, ao largo da estrada, restaurados e conservados. Além das ruínas históricas que contém, parte da Estrada é utilizada regularmente, tornando-se a única via de acesso ao litoral com características de Estrada Parque e Caminho Histórico. Além de seu valor histórico cultural, a Estrada da Graciosa está inserida num dos últimos remanescentes da Floresta Atlântica. Por sua importância recebeu reconhecimento especial com a criação da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi, em 1984. A Serra do Mar Paranaense foi tombada pela Coordenadoria de Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, em 1986, cujas regulamentações são instituídas pela Lei 1.211/1953. Os limites geográficos do tombamento foram utilizados na declaração de Reservada da Biosfera da Mata Atlântica, instituída pelo MAB-UNESCO, em 1992. Estes dois instrumentos de preservação são de extrema importância para o patrimônio cultural, já que permitem uma atuação muito ampla de pesquisa e preservação.