Conhecer Morretes é ir ao encontro do verde das montanhas, do ar puro das cachoeiras, de bosques e recantos ainda inexplorados; é conviver com a exuberância de sua natureza e revier a história viva do Paraná, contemplando as belezas naturais do imponente Marumbi e do encantador
Nhundiaquara; é ouvir o cantar dos pássaros com o marulhar das Cascatas, numa harmoniosa melodia.

        É o relicário histórico e cultural de tantas gerações, que teve seu primeiro alento em 1721, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara de Paranaguá demarcasse, trezentas braças de terra em quadra, no local onde seria a futura povoação de Morretes, até que em 31 de outubro de 1733 foi realizada a medição das terras no ponto onde residia o rendeiro do porto João de Almeida, primeiro morador a localizar-se nas terras delimitadas, onde foram construídas duas casas, uma das quais pertencia a João de Almeida, localizada no morro da Igreja, e a outra denominada Casa da Farinha. Após a demarcação, recebeu o nome primitivo de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes.

         A vila foi elevada a cidade pela Lei n° 188 de 24 de maio de 1869, com a denominação de "Nhundiaquara", nome do grande rio que a margeia, porém, em 7 de abril de 1870 e pela Lei n° 277, passou a ser chamada de "Morretes". No princípio o povoamento foi lento.
          Em meados do mesmo século, foi construída pelos escravos a Igreja de São Benedito*. Seu estilo é colonial e o acervo artístico, ainda permanece em todo o seu esplendor. Recentemente recebeu a Via Sacra, obra do renomado artista Morretense Sr. Mirtillo Trombini, o que veio a enriquecer e embelezar ainda mais o acervo já contido.


         No mesmo século, transferiu-se para cá, o Capitão Antonio Rodrigo de Carvalho que juntamente com sua esposa, Maria Gomes Setubal, receberam autorização da Provisão de 05 de julho de 1767, para levantar uma Capela em Morretes, com a devida autorização do Papa, sendo esta erigida em 1769, e denominada Nossa Senhora do Porto de Deus dos Três Morretes.

           Em meados de 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz, no mesmo local da primitiva Capela. Em 1849, numa procissão, a imagem de Nossa Senhora do Porto, padroeira da Vila, caiu do andor, fazendo-se em pedaços. No mesmo ano, foi encomendada uma imagem vinda da Bahia, esculpida em jacarandá, com revestimento em gesso. Possui em seu interior, a belíssima Via Sacra, pintada a óleo, obra do renomado artista Morretense Theodoro De Bona, e, em frente a Igreja, está instalado um sino, vindo de Portugal, com o Brasão do Império, fundido em 1854, além de uma cruz que data a passagem do século, e um relógio em sua torre que funciona desde a sua fundação.

           Na primeira metade do século XIX, foi construída no Porto de Cima, pelos escravos, a Igreja de São Sebastião**. Devoção de origem portuguesa, sob a invocação de Nossa Senhora da Guia e de São Sebastião, foi inaugurada em 20 de janeiro de 1850.
A Arquitetura externa com características coloniais, foi bastante modificada, e hoje, está rodeada de edificações do século XIX, e do início do século XX.


**Igreja de São Sebastião
Às margens do rio Nhundiaquara, a seis quilômetros da sede do município de Morretes, ergue-se a Igreja de São Sebastião, situada na praça central do Porto de Cima, em torno da qual estão dispostas as poucas casas dos habitantes do lugarejo.
A história do Porto de Cima remonta ao início do século XVIII, com a garimpagem de ouro nos aluviões do Nhundiaquara. Com o avultamento do movimento comercial e da população, fez-se necessária a construção de uma capela para o atendimento religioso da população local em sua maioria absoluta Católica Romana e dos tropeiros que ali pousavam. Para isso, em 1779, o Tenente Coronel Dom Afonso Botelho de San Paio e Souza e o Capitão Antonio Rodrigues de Carvalho projetaram e iniciaram a construção de uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Guia e de São Sebastião, onde até hoje é realizada a festa, que no passado era revestida de grande pompa, trazendo romeiros de todo o litoral e até da capital, que participavam das novenas, da missa solene e da procissão, sempre acompanhada pela Banda Euterpina, que seguia os andores de Nossa Senhora da Guia e de São Sebastião. A frente da procissão vinha um grande estandarte de 5 metros de altura, vermelho com franjas douradas, conhecido como "Guião", seguido pelos doze irmãos de São Sebastião, cada qual com sua roupa vermelha e tocheiros de prata nas mãos.

A Igreja foi tombada e restaurada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, sob n° 3/11; Processo n° 222 - 03/63, em 14 de março de 1963. Propriedade: Mitra do Arcebispado.
 


CICLOS ECONÔMICOS

    Morretes, indiscutivelmente teve um papel relevante no desenvolvimento econômico e politico do Estado, notadamente no Ciclo do Ouro, da Erva-Mate e da Cana de Açucar.
    O ciclo do Ouro, durou 70 anos de 1665 a 1735. Havia muitas minas de ouro, destacando-se entre elas a Mina de Penajóia, cujo  proprietário era tão rico que suas mucamas eram ornadas com colares de ouro. Era a maior mina de ouro do Brasil. Muito ouro desta mina foi enviado para Portugal, através dos vapores Marumbi e Iguaçu.
    O ciclo da erva-mate durou 60 anos, de 1820 a 1880.
    No espaço de 20 anos, entre 1830 a 1850 havia 80 fábricas de socar erva e quase todas movidas por encanamento de água. Ela chegava aqui pelo caminho da Graciosa e depois de beneficiada e socada, ela era conduzida ao planalto pelo caminho do arraial.

 

ESTÁGIOS
1º – Corte dos ramos maduros
2º – Secagem natural
3º – Após colhida e sapecada, isto é, sofre ligeira tostação, à chama viva de fogo de lenha, com madeiras especiais.
4º – Último estágio – trituração
5º – Colocadas em barricas e levadas ao planalto no lombo das mulas pelo caminho do Arraial; também as barricas eram roladas pelo barranco no Rio Nhundiaquara em grandes barcaças e depois conduzidas até o Porto de Barreiros e no Vapor Iguaçu e Marumbi, iam para o Chile, para o Mar Del Plata o tão precioso ouro verde, pois assim era chamada a erva-mate. Foi neste ciclo por ocasião da Coroação de D.Pedro II, que em 1848 foi construido o 1º Theatro do Paraná, no Largo da Parada, com 38 camarotes e 73 assentos na platéia. Após a construção o Largo da Parada passou a denominar-se a Rua do Theatro.
 


THEATRO MUNICIPAL

Morretes teve seu primeiro Theatro Tosco, construído em madeira no Largo da Parada em 1848, para as festividades em honra da coroação do Imperador D. Pedro II.
    Foi o primeiro Theatro do Paraná, onde durante quase um século, os filhos desta terra tiveram o privilégio de assitir filmes inéditos e peças teatrais; apresentadas por companhias do mais alto gabarito, dos quais faziam parte atores de grande popularidade e notáveis artistas da musica erudita internacional.
    Foram inúmeras as apresentações das companhias teatrais de “Ribeiro Cancela”, “Leda Stela” e “Procópio Ferreira”. Morretes servia de referencial pra ao êxito das companhias, se o publico aplaudisse o sucesso estava garantido. E isso os incentivava a levar o espetáculo às Capitais de vários Estados Brasileiros, caso contrário eles regressariam.
    O nosso Theatro recebeu várias denominações: Thaetro Philodramático, Theatro América e a partir de 1903, Theatro Nhundiaquara, até que, em 15 de Outubro de 1930, foi totalmente destruído pelo fogo.
    Na época era prefeito de nossa cidade o Sr. Trajano Cordeiro, que logo iniciou a construção de um prédio, sito à Rua XV de Novembro, no qual, com o passar dos tempos foram feitos pequenos reparos.
    Temos certeza que muitos morretenses, com saudades lembram do tempo em que juntos com seus pais, amigos e até namoradinhos, passeavam diante do Cine Theatro, ouvindo as mais alegres e românticas músicas, das velhas vitrolas, enquanto aguardavam o início do espetáculo, bem como da sonorização feita pela jovem pianista Eleonora Consentino, na época do Cinema mudo, que animava, com alegres músicas as cenas cômicas, com Chrales Chaplin, e também com lindas e melancólicas melodias, os grandes clássicos do nosso cinema;  devem lembrar também da Banda Euterpina, que sonorizava animadamente os filnes de ação ou bang-bang.
    No decorrer de tantas décadas, o Cine Theatro foi gerenciado pelos senhores, João Ghignone, Olympio Trombini e  seu filho Sinibaldo, e por ultimo pelo Sr. Benadito Antunes de Oliveira, o incansável “Nhozinho”, que juntamente com sua família não poupava esforços para apresentar o melhor ao público, que ancioso aguardava os cartazes com letras coloridas, que Nhozinho colocava nas esquinas e que anunciavam os filmes do dia e até da semana.
    Hoje, eles já não estão no meio de nós, mas com certeza estão a sorrir por ver o velho cinema, ressurgir novo, e também porque alguém está dando continuidade, legitimando o Cine Thetaro Municipal, como um acontecimento Histórico e Cultural da civilização Morretense.

Pesquisa realizada por Laurice Salomão De Bona


 

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